04/04/2011

Os hábitos familiares e a transmisão de valores

OS HÁBITOS FAMILIARES E A TRANSMISSÃO DE VALORES


Justiça, igualdade, tolerância… São palavras que cada dia mais se escutam nas escolas. A “Educação nos Valores” já está presente no curriculum escolar, mas isso não é suficiente. Ficar no nível teórico não serve de nada. E, na prática, esquecemos frequentemente que palavras tão grandiosas como “Empatia” ou “Respeito” se traduzem em premissas tão singelas como “não atirar papéis para o chão”, “ceder o assento a quem mais o necessite” ou “abrir a porta a quem vai carregado”.

Que a “Educação nos Valores” tenha chegado às escolas é um passo que realmente devemos celebrar: Saber ser pessoa, é mais importante, do que saber resolver integrais ou saber em que ano começou a Revolução Francesa. Entretanto, enquanto que a instrução e formação intelectual é um objectivo a conseguir primordialmente através da escola, a educação e desenvolvimento pessoal é-o através da família.

Nunca devemos esquecer que o lar é o autêntico formador de pessoas. As crianças aprendem continuamente através dos seus pais, não só o que estes lhes contam, mas também, sobretudo, pelo que vêem neles, como actuam, como respondem perante os problemas. Em definitivo, as crianças observam e copiam o proceder dos seus pais perante a vida.

A autêntica educação nos valores transmite-se, passa dos pais para os seus filhos desde o dia do nascimento até ao final da vida. Não obstante, tem uma importância relevante durante os primeiros anos. Até aos seis ou sete anos de idade as crianças possuem uma moral denominada “heterónima”, ou seja, a sua motivação para fazer as coisas de uma maneira ou de outra é corresponder ao queo papá e a mamã desejariam: o que dizem os pais são “verdades absolutas”. Conforme crescem vão compreendendo melhor por que é importante actuar de certa forma e não de outras, mas seguem, sempre, guiando-se pelo que vêem em casa, especialmente até aos doze anos. Daíí a tremenda importância de educar as crianças através do exemplo, para desenvolver uma educação cívica.

Faz o que eu faço
Todos temos na mente uma ideia de como gostaríamos que fosse a sociedade, em que mundo queremos que vivam os nossos filhos: um sitio limpo, em que as pessoas se ajudem e respeitem, onde todos tenhamos os mesmos direitos… Depois saímos à rua pensando no trabalho, nas compras, na ortodoncia do menino e esquecemo-nos de todos esses bons propósitos. De repente, queremos ser os primeiros a sair do metro, incomoda-nos o carro que torna lenta a circulação, esquecemo-nos de dar os bons dias ao porteiro… e assim, dia após dia, diante o olhar sempre atento das crianças, que, já se sabe, absorvem tudo como esponjas.

Já comentámos que, até os doze anos aproximadamente, o lar é a principal fonte de valores, direitos e deveres da criança. Agora também terá que se dizer que há coisas que dificilmente se aprendem mais tarde. Se em pequenos não nos acostumamos a guardar o pacote no bolso quando não há um cesto de papéis à mão, a não pôr a música muito alta para não incomodar o vizinho, a dizer obrigado quando nos fazem um favor ou a não insultar os que são diferentes, será mais complicado aprendê-lo mais tarde.

 Porque o civismo, o respeito, a honestidade e todos os valores humanos são em grande medida hábitos, rotinas que aprendemos em família, de forma inconsciente, e que mais adiante chegamos a valorizar com a reflexão que permite a maturidade.
Por isso, a melhor forma de transmitir valores, de aprender a viver em sociedade, é não aplicar jamais a tão popular frase de “faz o que eu digo e não o que eu faço”. Se quisermos que nossos filhos alcancem essa sociedade tão sonhada devemos começar por criá-la nós mesmos e “fazer o que dizemos”.

Que “hábitos-valores” fomentar?
Decerto que vocês mesmos têm a resposta. Só têm que pensar que tipo de pessoas gostariam que fossem os vossos filhos e actuar em consequência. Como vimos, a coerência entre as ideias que querem transmitir e a forma como se actua em casa é a chave principal.
A maioria das pessoas considera como nobres os mesmos tipos de valores. Entretanto, às vezes é difícil reconhecer em nós mesmo onde encaixa a conexão entre “crenças” e “forma de ser”. Estes conselhos podem ajudar a reflectir sobre isso:
Se quiserem que o vossofilho seja uma pessoa razoável, raciocinem com ele desde o primeiro dia. Não utilizem o “porque eu digo”. Logicamente haverá muitas ocasiões em que tenham que lhe ordenar as coisas, mas sempre podem argumentar o motivo.

O respeito onde primeiro se observa é entre os pais. As decisões no casal devem ser sempre compartilhadas. Se discutem, façam-no de forma tranquila, sem recriminar. Saber viver em sociedade é saber aceitar as opiniões distintas.

Onde mais se fomentam os estereótipos é no lar. Pensaram alguma vez em coisas como quem limpa a casa?, quem troca as lâmpadas?, etc. Tratem de compartilhar entre vós os distintos papéis.

Se se preocuparem com as influências externas pensem que têm uma arma muito importante ao vosso alcance: os vossoscomentários. Falem com o vossofilho sobre a opinião que merecem as actuações dos outros (tanto no positivo como no negativo). Isto é importante, sobretudo, contra a influência da televisão.

Compreender ajuda a aprender
Os valores transmitem-se através do exemplo, mas assentam com força, graças à compreensão de que são necessários. Como podemos ajudar uma criança pequena a perceber esta importância? Uma boa maneira é aplicar a fórmula de “faz pelos outros o que gostarias que fizessem por ti, e não lhes faças o que não gostarias que te fizessem”. Por outras palavras, colocar as crianças na hipótese de serem eles os protagonistas de certas atitudes. É muito mais eficaz para que o vossofilho a entenda, dizer-lhe: “Gostarias que se rissem de ti porque usas óculos? como te sentirias?”, do que lhe dizer simplesmente: “Não deves rir do João por ter aparelho nos dentes”.

(Esther García Schmah, Pedagoga, www.solohijos.com, www.mujernueva.org)

Algo que as escolas não ensinam- Bil Gate

Sonia  Gomes

ALGO QUE AS ESCOLAS NÃO ENSINAM - BIL GATE

Aqui estão alguns conselhos que Bill Gates recentemente ditou numa conferência em uma escola secundária sobre 11 regras que os estudantes não aprenderiam na escola.

Ele fala sobre como a
"política educacional de vida fácil para as crianças"
têm criado uma geração sem conceito da realidade,
e como esta política têm levado as pessoas a falharem em suas vidas posteriores à escola.


Muito conciso, todos esperavam que ele fosse fazer um discurso de uma hora ou mais...
Bill Gates falou por menos de 5 minutos, foi aplaudido por mais de 10 minutos sem parar, agradeceu e foi embora em seu helicóptero...

Regra 1
A vida não é fácil, acostume-se com isso.

Regra 2
O mundo não está preocupado com a sua auto-estima.
O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.

Regra 3
Você não ganhará R$ 20.000 por mês assim que sair da escola.
Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à
disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.

Regra 4
Se você acha seu professor rude, espere até ter um Chefe. Ele não terá pena de você.

Regra 5
Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social.

Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.

Regra 6
Se você fracassar, não é culpa de seus pais.
Então não lamente seus erros, aprenda com eles.

Regra 7
Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora.
Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e
ouvir você dizer que eles são "ridículos".
Então antes de salvar o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.

Regra 8
Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim.
Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar.
Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real.
Se pisar na bola, está despedido...
RUA !!!
Faça certo da primeira vez!

Regra 9
A vida não é dividida em semestres.
Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros
empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.

Regra 10
Televisão NÃO é vida real.
Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boite e ir trabalhar.

Regra 11
Seja legal com os CDFs - aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas.
Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles.

Bill Gates, dono da maior fortuna pessoal do mundo e da Microsoft, a única empresa que enfrentou e venceu a Big Blues, IBM, que construiu o primeiro cérebro eletrônico (computador) do mundo, desde a sua fundação em meados de 1900".

Recebi isso em um e-mail, achei importante; pelo que decidi expor aqui.

Maria da Penha Rocha 
O ÊXITO ESCOLAR DEPENDE DA FAMÍLIA!

“O meu filho passou nos exames, é um aluno fenomenal! O meu filho reprovou, o professor é um incompetente!” Estas são atitudes típicas de um fim de Julho: endossar a responsabilidade do fracasso escolar à escola, aos professores e aos programas, ou massacrar o filho-aluno pela sua negligência ou desinteresse, é uma maneira fácil de arranjar desculpas e fechar os olhos a outras realidades.

Atribuir toda a culpa aos pais também seria injusto. Devem dividir-se as responsabilidades no insucesso e nos méritos em caso de êxito. Mas limitemo-nos às condições familiares do êxito escolar.

Causas de reprovação
O ritmo endiabrado em que vivem algumas famílias, chega para explicar o insucesso escolar de muitos filhos. “As crianças recuperam segunda-feira no colégio!”. O mesmo acontece no dia a seguir à transmissão de certos programas de cariz mais popular. Esta é uma constatação indesmentida de muitos professores.

Se se quiser que as crianças trabalhem na escola, têm que estar descansadas: as horas do sono antes da meia-noite contam a dobrar; nos fins de semana, o ar puro, é mais relaxante do que as desesperantes viagens no assento traseiro de um carro, o jogo é muito mais são do que a televisão. Como é que alguns miúdos, que vêem mil horas de televisão por ano. vão dar atenção aos problemas , às equações, ou a conjugação dos verbos? Que criança diariamente confrontada com cenas de violência, de sangue de assaltos e roubos, pode interessar-se pela poesia, pela música, pela pintura pela cultura?!

A estabilidade familiar
O ritmo de vida cada vez mais agitado e trepidante dos pais, pode destruir o frágil equilíbrio nervoso das crianças e comprometer o seu futuro escolar. Isto é, sem dúvida, uma das causas do crescente fracasso na escola.
Mas para além destas, existem outras causas mais profundas e perigosas, como a instabilidade familiar e a insegurança da criança. Viver em segurança, numa atmosfera serena, é algo capital, tanto para esta como para os adolescentes. Isto supõe viver numa família estável e coerente: constância das pessoas, das situações, da presença e da serenidade dos pais.

O sentimento de segurança na criança não deriva, como no adulto, da situação económica da família, mas da harmonia que reina entre os seus pais, do amor que os une e da estabilidade do lar. Casos há de filhos ricos que vivem inseguros, e filhos de pais desempregados que gozam de uma perfeita serenidade.

Se os pais brigam e se separam um do outro, o equilíbrio da criança acabará por sofrer. Pensará que já não o amam, que não precisam dele e que não conta para nada. “Ah, se não fossem os filhos!”, eis o grito de tantos momentos. Com ele se cria, então, um sentimento paralisante, de inutilidade e complexo de inferioridade: a criança perde todo o atractivo pelo trabalho escolar e não é capaz de fazer o menor esforço. Surge também um sentimento de culpabilidade: “sou um incómodo”. Por fim, os pais ficam assombrados com o baixo rendimento escolar dos filhos.

Nota negativa aos pais
Todos os professores têm exemplos de bons alunos, às vezes os melhores, que de um momento para o outro se negam a trabalhar. Para serem bons pais, é necessário começar por serem bons esposos. O amor conjugal é a base da educação. Pais desunidos, mesmo que continuem juntos por respeito social ou “pelo bem dos filhos”, criam alunos com problemas.

Para além de necessária, a estabilidade do lar não é uma condição suficiente. A criança e o adolescente devem ser valorizados. Senti-lo-ão quando surgirem os imponderáveis e “saboreá-lo-ão na sopa”. Ser valorizado significa, antes de mais, ser aceite, tal como um filho o é, com todas as debilidades e defeitos.

Têm de notar que os seus pais se sentem felizes com a sua presença, que lhes dedicam tempo, que não são mais um parasita em casa, que lhes dão responsabilidades, que são úteis. E também presenciar a alegria e o júbilo pelos seus êxitos e esforços. “Faço feliz o meu pai, o que quer dizer que aos seus olhos sou importante, que tenho valor. Procurarei triunfar em tudo o que empreender. Sou forte”.

Pelo contrário, se a criança não tem êxito nas relações com os seus progenitores, não triunfará na vida e isso logo virá ao de cima. na escola. O sentimento de inutilidade amputa braços e pernas perante as tarefas escolares. “Não conto, não valho nada, não passarei na escola, para quê tentar?” Perante este complexo de derrota, o professor fica indefeso. A causa não está na criança mas na sua família.

O “menino-rei”
Mas, se bem que seja importante valorizar a criança, não convém protegê-la em excesso. Não se deve fazer por ela aquilo que pode fazer sozinha. “O menino rei”, a quem se evitam as mínimas dificuldades, a quem se satisfazem todos os desejos e tudo consegue, graças ao poder dos seus pais, não atingirá nunca a autonomia. Se lhe apertam os sapatos, se lhe levam a pasta, está alguém ao seu lado.

É um menino mimado no sentido pleno da palavra. Cresce num mundo dourado, onde todos os problemas se lhe resolvem, evitando qualquer oportunidade de pensar, onde se removem todos os obstáculos e as oportunidades de crescer, onde nunca se diz “não”, eliminando todas as possibilidades de frustração, que têm algo de positivo.
Quando entrar num universo menos artificial, onde dependerá apenas de si próprio, sobretudo no ensino secundário, sentir-se-á perdido e impotente, abandonará a luta e gritará por socorro, tão depressa se solicite a sua iniciativa, a sua reflexão pessoal, ou a sua investigação.

Taciturno, conformista, dependente, sonhador e medroso, a este aluno vai-lhe custar estabelecer contacto com os companheiros, porque tem dificuldades de comunicação e padece de um complexo de inferioridade. É um aluno problemático que encara mal o obstáculo que pode ser o estudo. Às vezes pode curar-se, mas o mal é quase sempre profundo e vai acompanhá-lo pela vida fora.

Como se vê, o êxito escolar depende muito do contexto familiar: é preciso mandar à escola crianças com boa saúde física, afectiva e mental, queridas, aceites, valorizadas e protegidas. A preparação escolar começa no berço.

ESCRITO, POR UMA AMIGA E RE-PUBLICADO POR PENHA EM: 04/04/ 11.